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Moderno em Respeito ao Antigo

17 / DEZ / 2014


 

O projeto do escritório GLUCK+ é uma reinvenção tipológica de um condomínio urbano, situado em uma estreita rua em Manhattan.

Através da reforma desempenhada pelo escritório, foram criados amplos espaços livres flutuantes, seguindo o padrão loft, porém mantendo a privacidade da rua.

A fachada foi re-configurada, mantendo algumas aberturas pontuais que permitissem a entrada de luz. Por trás desse paredão perfurado, foi locada uma imensa estante, que percorre os 4 andares da edificação.

Obedeceu-se, assim, à solicitação dos clientes, de criar um ambiente íntimo, protegido dos olhares curiosos, porém iluminado e claro, bem diferente das típicas casas da rua, que permitem aos pedestres visão privilegiada dos cômodos internos,  por suas janelas grandes e rebaixadas.

 O plano original foi re-definido com a introdução de novas escadas, que envolvem a caixa de elevador como um laço.

Essa circulação foi intencionalmente lançada para a frente, mais perto da fachada norte (principal), livrando os espaços e deixando-os mais fluidos nesse estreito lote, que se estende até um quintal, ao fundo, para onde estão virados os ambientes íntimos.

 

Assim, criou-se uma sala de pé-direito vasto, um escritório bem reservado, além de ante-salas para os quartos,  amplos quartos. A proporcionalidade dos ambientes foi melhorada e todos os cômodos trazem agora o mesmo sentimento de amplitude.

A fachada traz uma chapa de aluminínio pintada, com aberturas semelhantes aos tijolos das fachadas vizinhas, remetendo a esse elemento construtivo e ainda contemporaneizando a construção, situada num bairro de contruções tão tradicionais.

Houve uma preocupação dos arquitetos em manter esse respeito à vizinhança, e o desenho da fachada é uma prova viva disso: São aberturas na chapa de alumínio que reproduzem a forma, enquanto a porta de entrada em sua madeira escura remete à cor desses tijolos, tão marcantes nessas construções vizinhas. Existem ainda intervalos, articulações entre as chapas metálicas, que traduzem a rítmica da distribuição das janelas dos edifícios originais. Além disso, há aberturas verticais nas extremidades da fachada, que mantêm o distanciamento dessa construção até as outras.

Apesar de simpática durante o dia, é à noite que esse edifício expõe-se em totalidade.

As aberturas criadas por janelas dispersas horizontais e ilumina a rua de uma maneira não-previsível. Já as aberturas verticais laterais nos dão a ideia de pilares de luz. Todos esses efeitos gerados são uma brilhante maneira de estudar as formas e os volumes, e ainda garantem iluminação à rua.

O diferencial é que aqui, os pedestres desejam olhar para a própria construção, e não para dentro dela.

Já a fachada posterior é um contraponto à frontal: toda de vidro, aproveitando as alturas e comprimentos do espaço, gerando luz total durante o dia em seus interiores, além de iluminar jardim dos fundos, à noite.

As zonas comuns da casa (estar, jantar e cozinha) são conectados por um mezanino iluminado, que sobrepõe e observa o quintal.

O vidro jateado e uma luz difusa protegem os ambientes mais íntimos ( quartos e banheiros).

 

Foi uma escolha dos arquitetos estender os materiais (tijolos, pedra e madeira) do interior até o exterior, unificando os ambientes comuns com o jardim, permitindo a sensação total da profundidade do lote.

 

Fonte: ArchDaily.com