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Formas que capturam...

14 / AGO / 2014


 

Para que uma nova edificação se eternize, em uma metrópole por onde passam tantas linhas e traçados brilhantes, convém que o arquiteto responsável atribua a seu projeto a mesma força e identidade evidente em grandes construções ao redor.

 

Situada numa zona central de Barcelona, a biblioteca Joan Maragall está a poucos metros da Avinguda Diagonal (originária do Plano Cerdá) e a 20 minutos de caminhada de La Pedrera (Ou Casa Milá, de Antoni Gaudí). Essa proximidade arriscada em nada intimida o edifício, criado pela equipe do BCQ Arquitectura.

 

A construção, a princípio uma espécie de emaranhado de  formas geométricas, foi idealizada como um edifício sem início, meio ou fim. Sua entrada principal, pelo térreo, funciona apenas como pretexto, como formalidade, já que o mais interessante se encontra no subsolo e no primeiro andar

O edifício é recortado por pátios. Externos, que permitem a entrada de luz e geram curiosidade tanto nos que estão dentro, quanto nos que estão fora; uma zona neutra, sem grandes adornos, onde se possa tomar um ar, para logo retornar ao mundo do conhecimento. Internos, preenchidos quase em sua totalidade por estantes de livros, reservando espaços para algumas poltronas e mesas de estudo, que convidam os ávidos leitores a permanecer um pouco mais.

 

Os pátios são complementares e um observa o outro, gerando uma experiência única: amplitude aliada ao conforto de um espaço fechado.

O desenho recortado e pontiagudo desse espaço de 2,983 m² foi resultado de uma estratégia do escritório para dinamizar o jardim pré-existente, que deveria ser mantido, porém alterado para que surgisse abaixo a interessante Biblioteca. 

 

fonte: www.domusweb.it