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Uma Casa Flutuante.

07 / AGO / 2014


 

Quando chamado para projetar a casa de uma família de 7 filhos, De Matos Ryan tinha em mãos 3 grandes desafios: O primeiro, o de acomodar tanta gente em um terreno de 179 metros quadrados, mantendo sensação de amplitude e espaço. Em segundo lugar, teria que aprofundar seus conhecimentos em materiais e estruturas que não pusessem em risco a construção, situada em um terreno relativamente próximo ao Rio Tâmisa. Por último, viria a difícil missão de adaptar o plano da casa, de forma a não destoar das demais construções locais, de estilo vitoriano clássico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existe uma generosa distância entre o nível da rua e o da construção, visando promover mais privacidade e conforto ao subsolo, área mais nobre da casa, que acomoda as zonas comuns. Como um navio naufragado, nosso primeiro olhar diante do desconhecido é de desconfiança e curiosidade; e só depois de “mergulhar”, nos deparamos com o que há de mais envolvente no lugar: a sensação de acolhimento.

Como uma superfície que flutua sobre delicadas esquadrias em L, somos imediatamente tomados pela beleza e monumentalidade da construção, ao mesmo tempo leve e grandiosa. A solitária arvore de porte médio, estrategicamente posicionado no meio do vão livre, aguça ainda mais os sentidos e nos convida a passear um pouco mais por esse pátio afundado. 

É fácil sentir-se cômodo e relaxado nesse espaço, que integra com eficácia sala de estar, cozinha e pátio, com ajuda da monocromia do concreto, da bancada da cozinha que se estende ao exterior, do “L” formado pelas portas corrediças de vidro e do pilar-lareira, que sustenta e aquece simultaneamente. E se qualquer indício de tédio pudesse surgir diante da simplicidade das formas, seria instantaneamente tolhido pelo forte laranja aplicado nos estofados e na madeira da cozinha.

A iluminação interna fica por conta das luminárias pendentes, que se integram perfeitamente às formas alongadas da construção. Já os quartos, posicionados acima das zonas comuns, têm sua iluminação por meio de claraboias, permitindo ao arquiteto explorar ainda mais o volume fantástico gerado por esse cubo branco flutuante.

 

Fonte: http://www.domusweb.it/

- adaptação do texto: Andrea Dias Costa